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  • Lucas Carvalho

“O que a memória ama, fica eterno.”


Os primeiros passos que dei neste encantador Colégio, certamente, se confundem com os primeiros que dei em minha vida. Digo isso tanto no sentido físico como metafórico. Tinha pouco mais de um ano e meio quando comecei a frequentar o Colégio e aqui ainda hoje estou. O Colégio me proporcionou uma formação singular, especial e diferenciada pela qual sempre serei grato e de que muito me orgulho. Tive contato com pessoas maravilhosas: professores, diretoras, funcionários e amigos que, aliás, ajudaram a construir meu caráter e personalidade. Essa memória afetiva é muito gratificante e, quem por aqui esteve, sabe a que me refiro. Em outras palavras, Adélia Prado, ao dizer “O que a memória Ama, fica Eterno”, descreveu o que tento expressar. O tempo passou, continuei meus estudos, tive uma excelente formação no Ensino Médio, ingressei em três Universidades, dentre as quais, duas concluí e terminei meu mestrado há nove anos. Nesse período, o gosto pelo ensinar foi crescendo. Durante a faculdade, dei aulas particulares e, logo no início do mestrado, ingressei na docência do Ensino Superior, profissão que, com muito orgulho, exerço ainda hoje aliada às funções de coordenador do curso de Administração e gestor do Colégio Pequeno Príncipe. Obviamente, ao escolher essas profissões, meu contato com a educação, em suas mais variadas vertentes, foi e continua intenso e constante. Tive o prazer de ministrar aulas para cerca de 3.000 alunos e o privilégio de conhecer algumas instituições de ensino do nosso país. Enfim, compartilho com você, leitor, essa vivência, pois ela me tranquiliza e assegura que, aqui no Pequeno Príncipe, a educação é vista, tratada e conduzida de modo único; ela é transformadora e transforma. Transforma nossas crianças, alunos, professores, pais, funcionários e parceiros. Como sabiamente mencionou Paulo Freire, “A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Eu, agora mais velho, depois de ter dado muitos passos, volto a percorrer o interior do Colégio com um “andar e olhar” diferentes, não mais para brincar, jogar futebol ou ir ao parque, mas novamente para aprender. Trabalhar com educação é estar em contínuo aprendizado, é buscar compreender as complexidades das novas gerações de alunos, é lidar com advento de novas ferramentas de ensino-aprendizagem, é lidar com alto grau de intolerâncias e divergências da sociedade atual. E sobre todos estes complexos desafios, tenho mais uma vez a tranquilidade de perceber que, no Colégio, eles são tratados com seriedade e comprometimento e, sobretudo, de uma forma especial. Além da competência, potencial e qualidade, que são visíveis e inquestionáveis, há uma sutil magia, uma forte energia que envolve e revigora, contagiando a todos por aqui. Gostaria de agradecer a tudo que o Pequeno Príncipe me proporcionou e de ressaltar a maestria como o Colégio foi conduzido nesses mais de 50 anos, atentando-se às complexas relações do mundo de hoje, no qual, aparentemente, todos estão conectados a todo instante, mas em relações fugazes e onde a tecnologia pode ser uma heroína ou uma vilã. “Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco”, retrata Mia Couto. Nitidamente, observa-se ser essa a maior preocupação do CPP: a de formar cidadãos, pessoas éticas e humanas que possam construir seus próprios caminhos com valores e princípios e consolidá-los em suas vidas. Os passos, necessários para essa consolidação que mencionei, não são fáceis, tampouco, rápidos. Tal processo requer disciplina, atenção, empenho e vontade, pois, como Aristóteles poetizou “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Rodrigo Malavoglia

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